–> Bolena Tudor

Só pra confundir, após o primeiro post relacionado ao Bin Laden vou fazer o segundo post relacionado à Inglaterra. Intercalando, saca?!!! Quem for forte que acompanhe… Talvez nem eu consiga fazê-lo. Sobre o que eu prometi falar mesmo? Ah, a Inglaterra moderna e minha preferência por ela em relação à Inglaterra atual.

Sim, eu acho a Inglaterra Moderna muito mais interessante, e olha que eu acho a época moderna em si um saco! Mas a Inglaterra se salva. Nunca entendi direito a tal da Reforma Protestante, nem a Contra-Reforma Católica, esse assunto é uma lacuna na minha formação, mas não se preocupe, Mariana, isso está para acabar. Minha professora de História Moderna I prometeu ontem acabar com esse meu probleminha básico. Por isso, pode ser que após minha super aula sobre a Reforma eu mude de opinião ou perceba que cometi equívocos nesse post… Ok, eu faço uma errata. Só não posso esperar a tal aula para escrever, o fantasma da Ana Bolena não para de me rodear.

Vamos lá. Como já disse, tenho certas lacunas na Época Moderna, mas acho que sei o bastante para dizer que a Inglaterra de hoje não chega aos pés daquela. Sim, os tempos eram outros, eu sei, mas ainda sim sustento que, pelo menos, ela era mais corajosa. Mais poderosa, também, é verdade. Atualmente, a criatura dominou a criadora e a faz comer na sua mão, a faz fantoche de seus interesses. Pra bom entendedor, meia palavra basta!

Como sou um tanto quanto ignorante, tratarei apenas sobre o que me sinto segura. Falarei sobre o reinado de Henrique VIII, durante o qual a Inglaterra virou as costas à Igreja Católica e deu um passo definitivo rumo a sua independência, mais política do que religiosa. Sim, porque mais do que hoje, a Igreja Católica era chave nas práticas políticas do período, mandava em quase tudo e mais um pouco (seria em tudo então? To confusa).Mas enfim, você sabe o que rolou nesse episódio? Vou tentar explicar um pouco.

Pouco antes da ascensão da Casa de Tudor ao trono, à qual pertencia o rei Henrique, ocorreu a Guerra das Duas Rosas, pela disputa ao trono inglês, para mais informações, acesse o Wikipédia, deve ser suficiente para dar um panorama. Se você realmente quiser saber sobre o assunto, não use o Wikipédia, vá ler um livro decente!

Acho que todo mundo deve saber que casamento real, via de regra, não é feito por laços afetivos, mas sim por alianças políticas (esqueçam o último dos casamentos reais, ok?!). A primeira esposa de Henrique VIII foi Catarina de Aragão, filha dos Reis Católicos da Espanha, Fernando e Isabel. Ela se casou antes com o irmão de Henrique, Arthur, que morreu bem jovem, mas Catarina permaneceu na Inglaterra tanto por estar determinada a ser rainha quanto por seus pais não verem bem o seu regresso, já que o casamento da filha com o herdeiro do trono inglês representava uma aliança muito importante para ambos os países.

Algum tempo depois, com a morte de Henrique VII e a sagração de seu filho como Henrique VIII, Catarina casou-se com o último. O problema todo foi que ela deu-lhe apenas uma filha, todos os outros bebês morreram, inclusive um menino. A princesa Maria era a única filha do casal e Henrique temia desencadear outra guerra pela sucessão do trono, já que sempre foi mais seguro e aceito entronar um filho homem. Desde sempre o rei era dado a ter amantes e acabou se encantando por Ana Bolena. Mas um filho do rei com Ana não seria seguro o bastante, uma vez que se trataria de um bastardo. Enquanto isso, a rainha, mais velha que Henrique, perdia as esperanças de segurar uma gravidez. Não havia possibilidade de separação do casal e, apesar de tudo, acho que Henrique tinha certo apreço pela Rainha, não considerando a possibilidade de matá-la para provocar uma viúves. Como sair dessa situação?

Depois de tentar insistentemente conseguir o reconhecimento de seu divórcio de Catarina diante dos olhos de Roma sem, no entanto, ser bem sucedido, eis que alguém teve a brilhantíssima ideia de romper com esta e fundar uma nova igreja, que reconhecesse o divórcio e permitisse ao rei, então, casar-se com Ana Bolena de modo a fazer de seus filhos, herdeiros legítimos do trono.

Conturbações à parte, Catarina passou a viver no interior, destituída do título de rainha consorte, mas munida de todas as regalias que o título tirado lhe garantia. E Ana tornou-se rainha da Inglaterra. Para você, mais romântica, o rei é um fofo que arriscou a segurança de seu reino em nome do grande amor que sentia por Ana (sim, porque romper com a Igreja Católica naquele período era muuuuito arriscado). Já para você, mulher abandonada e certa de que nenhum homem presta, ele foi um safado que trocou a grande mulher que tinha por uma mais nova, entronando uma amante no lugar de uma mulher digna.

Sem querer acabar com a teoria de vocês, seja ela qual for, preciso advertir que ainda que muito arriscado, o rompimento com a Roma era interessante, dando à Inglaterra maior liberdade. Além disso, a possibilidade já passava pelas cabeças tanto do rei como de seus conselheiros, de modo que o casamento com Ana e a necessidade de um herdeiro homem foi apenas um adendo.

E ao fim e ao cabo, herdeiro homem não veio. Ana foi rainha durante apenas 3 anos. Com dificuldades para segurar uma gravidez e desesperada, Ana foi acusada de incesto e traição, sendo degolada em praça pública. E agora, você, mulher traída e abandonada, assa a ter dó de Ana também. O rei era mesmo um sem vergonha, usou Ana e quando não mais precisou dela, jogou-lhe fora.

O reinado de Henrique VIII é até hoje tido como um dos que teve consequências melhores e mais importantes para a Inglaterra, uma vez que nele, além do rompimento com a fé católica e o nascimento da Igreja Anglicana que até hoje vigora no país, nasceu um de seus principais governantes, Elizabeth I, fruto da união de Henrique com Ana. Ou seja, acabou que foi ela mesma, Ana quem lhe deu o herdeiro que o rei tanto queria, capaz de governar a Inglaterra com pulso forte e assegurar sua segurança e manutenção. E é interessante que tenha sido uma mulher. Mais interessante ainda é ressaltar que a época de ouro da Inglaterra está mesmo compreendida entre o reinado de duas grandes rainhas, Elizabeth I e Vitória.

Bom, falei, falei, falei e não disse porque prefiro a Inglaterra moderna. Pra resumir, acho que ela era mais corajosa e mais pronta a peitar seus adversários e a eliminar as pedras de seus sapatos. Além disso, naquela época reinou a casa mais interessante na minha opinião, a dos Tudor,  e viveu a rainha com o sobrenome mais legal de toda a História, Ana Bolena Tudor (acho Bolena um nome muito supimpa!).

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