–> Os entraves ao Estado Palestino

Depois de um longo jejum, eu estou de volta. Não, embora eu tenha muita vontade, provavelmente o blog não vai voltar à ativa… Pelo menos até as minhas férias. Eu sei que muitos assuntos sobre os quais eu queria escrever se perderam no tempo junto ao meu silêncio, mas até que haja algo que impulsione a escrever sobre eles, no silêncio eles ficarão. O que me motiva a escrever hoje é algo que não se perde no tempo; pelo contrário, se perpetua e cria raízes a cada acontecimento que não proporciona uma solução. É que acontece atualmente.

O conflito árabe-israelense (que é muito mais do que isso) não é novo; nem velho. Há gerações que as pessoas nascem e ouvem falar dele. Suas raízes são antigas e profundas e se fazem justificar e, sinceramente, eu não estou com vontade de discuti-las agora. Podemos pensar na “origem” contemporânea do conflito, a criação do Estado de Israel no pós-guerra (mais especificamente no ano de 1948), mas que fique claro que ela é o pontapé inicial do segundo tempo (ou terceiro ou quarto ou quinto).

De repente, depois do Holocausto perceberam que um povo (um povo de verdade, com identidade cultural, de língua, história, memória, costumes, etc.) sem uma terra que abrigue sua nação está suscetível aos desmandos e desrespeitos de outros povos que sentem-se no direito de prender, massacrar, humilhar e assassinar simplesmente pelo fato de serem diferentes.

Para o caso judaico, a solução mais inteligente a que conseguiram chegar grandes homens de política, inteligentes, sábios e agraciados com o dom da diplomacia foi criar um Estado, dar uma terra para abrigar a milenar cultura judaica com seu povo sobrevivente ao massacre recente. E o local escolhido? A terra santa, sagrada para os judeus por abrigar o Muro das Lamentações, símbolo maior da religião dos rabinos. Solução perfeita não? Claro, seria perfeita se essa terra não fosse sagrada também para outras duas religiões, das maiores do mundo, a cristã e a muçulmana. E para dar um toque a mais, a tal terra já era habitada há séculos pelos tais árabes (que nem sempre são muçulmanos, ok? Não confundam: árabe, muçulmano islâmico e terrorista não são denominações para a mesma coisa; embora assim o façam pensar frequentemente).

E o que intentava a paz reviveu um conflito antigo. Desde então vimos a Guerra de Suez, a dos Seis Dias, do Yon Kippur, as intifadas, as guerras civis, a guerra do Golfo. Gaza e Cisjordânia são piores do que dizem que o inferno é e milhares de pessoas já morreram, morrem e morrerão enquanto o mundo aceitar de orelhas baixas e rabo entre as pernas o cotidiano da terra que de santa só tem o nome. Os árabes foram demonizados, os judeus, vitimados e nada se resolve.

Ariel Sharon se tornou líder israelense e o holocausto se inverteu. O que fazem com os árabes naquela região é um absurdo. A sociedade se cala. A ONU se cala. Nada se resolve. Falam tanto em busca pela paz entre árabes e israelenses, mas toda vez que ela se aproxima não parece ser o bastante para algum dos lados. Ninguém é capaz de ceder. Os donos do mundo dizem não para a paz, pouco ligando para os conflitos da região. Os interesses são outros e a ONU corrobora sua figura grotesca e patética. A tal Organização das Nações Unidas não passa da vontade de cinco países que têm poder absoluto sobre tudo e todos. EUA, Rússia, França, Reino Unido e China. Até cego vê que desse mato não sai cachorro.

E enquanto nada se resolve, com sangue é banhada a Terra Santa (sei que ficou bem apelativo, mas é verdade, ué).

Só resta saber quantas gerações mais precisarão ser mutiladas para que os grandes sábios da política diplomática entendam que um povo (um povo de verdade, com identidade cultural, língua, história, memória, costumes, etc.) sem uma terra que abrigue sua nação está suscetível aos desmandos e desrespeitos de outros povos que sentem-se no direito de prender, massacrar, humilhar e assassinar simplesmente pelo fato de serem diferentes.

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2 respostas para –> Os entraves ao Estado Palestino

  1. ursula disse:

    é amiga,escreva mais!

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