–> Sobre a história dos privilégios classistas

Cada vez fica mais claro, tão claro como água pura, o quanto a acusação de “estar defendendo um privilégio classista” teve sua posição invertida. São as pessoas de classe média ou alta que, como o professor Safatle bem disse, acham que “quem tem medo de polícia é bandido” e que a PM é simplesmente um órgão de defesa do cidadão, que estão defendendo seus privilégios. Seu privilégio de não ser incomodado por manifestações populares; seu privilégio de não ter seu silêncio perturbardo por palavras de ordem que ela não entende; seu privilégio de viver enclausurado em seus condomínios fechados porque não se sentem seguras na cidade, por quem, ironicamente, é essa mesma PM que deve zelar; seu privilégio de não ter de se misturar ao povo que elas tanto temem, uma vez que, numa sociedade burguesa como a nossa, numa sociedade em que seu status é dado pela suas posses que podem ser perdidas a qualquer momento, o contato com as classes baixas revela que sem as roupas de marca, os sapatos caros e os acessórios luxuosos, elas não são nada mais do que o descalço sem-teto que ocupa prédios abandonados no centro da cidade ou o morador da periferia oprimido pelo Estado e seus órgãos de “segurança”. São elas que defendem seus privilégios de classe quando bradam seus preconceitos sem vergonha ou mínima reflexão.

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Link para o vídeo em que o professor Vladimir Safatle tenta esclarecer as mentes preconceituosas das suas colegas de jornal:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=RGh0Sua8ELg#t=99s

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