–> Novamente como tragédia

Um dia, há algum tempo, olhamos para trás e para nós mesmos. Olhamos para o espelho e nos perguntamos como a barbárie foi possível, como permitimos calados que ela se engendrasse e se realizasse no cotidiano com tanta intensidade e durante tanto tempo. Nos perguntamos como foi possível que se sistematizasse um genocídio sem que pouco ou nada se fizesse para impedi-lo. E então prometemos que ela, a barbárie, jamais se repetiria porque nunca mais nos calaríamos diante dela. Criamos um Estado. Um dia alguém nos disse que lá muito longe se praticavam barbaridades e fechamos nossos olhos e ouvidos novamente porque a barbárie contra o outro só é barbárie quando nos interessa que o seja.

Um dia, daqui a algum tempo, olharemos para trás e para nós mesmos. Olharemos para o espelho e nos perguntaremos como a barbárie foi possível, como permitimos calados que ela se engendrasse e se realizasse no cotidiano com tanta intensidade e durante tanto tempo. Nos perguntaremos como foi possível que se sistematizasse um genocídio sem que pouco ou nada se fizesse para impedi-lo. E então prometeremos que ela, a barbárie, jamais se repetirá porque nunca mais nos calaremos diante dela. Criaremos um Estado? Um dia alguém nos dirá que aqui ou lá muito longe se praticam barbaridades e fecharemos nossos olhos e ouvidos outra vez porque a história se repete; às vezes, novamente como tragédia.

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